Lixeira

Ontem fui na casa da Fina, a angolana que me hospedou da outra vez que estive em Luanda. Foi ótimo reencontrá-la. Ela, eu e a Mayra ficamos horas jogando conversa fora e tomando vinho. O prédio que ela mora, na Maianga, região central de Luanda, segue o padrão da imensa maioria dos edifícios da cidade. Por dentro, os apartamentos são ótimos, bem cuidados, branquinhos, mobiliados, resfriados pelo ar e protegidos dos mosquitos. Já a parte externa há pelo menos 30 anos não é reformada ou pintada. O fosso do elevador serve de depósito de lixo, que há anos se acumula. Os degraus, feitos de pedra, estão quebrados nas pontas, as paredes estão todas pixadas, os fios são aparentes e a iluminação, precária. Mas as coisas estão a melhorar um pouco. Os estrangeiros às vezes têm dificuldade de perceber, mas quem vive aqui e sente diferenças. Tanto é que a Fina me disse: “Ju, reparaste como os corredores estão limpos? Agora cada andar tem uma lixeira, já não há mais lixo pelo chão”. Não, não havia reparado. Meus olhos registraram apenas o mesmo caos de antes. Mas a Fina estava certa.

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