Luanda – Rio

Algumas etapas da minha viagem Luanda – Rio 

9h – Até então, o vôo da TAAG estava marcado para as 14h. Na véspera, foi transferido para as 9h. No próprio dia, foi transferido para as 12h. Mas a própria TAAG informou em seguida que o voo podia sair às 11h. Às 6h30 eu já estava no infotografável aeroporto 4 de Fevereiro, para não correr o risco de eles mudarem o horário pela quarta vez. O avião saiu às 13h.

10h30 – Há quatro horas no saguão do aeroporto, sou uma das únicas mulheres. Esta terra é para estrangeiros homens virem trabalhar. Os brasileiros pobres estão voltando para as suas casas para desejar feliz natal e feliz ano novo para as suas famílias. Os directores e gentes importantes já foram no fim do ano.

11h30 – Faço o tempo passar alternando a leitura de um perfil inesquecível do Robert Mugabe escrito por um jornalista da New Yorker com a caça de pernilongos enormes que me rodeiam carregando no seu sangue os anjos do paludismo. Por enquanto, só consegui matar três. Ai, pera, matei mais um. Ponto para as meninas.

14h30 – No avião da TAAG, depois de terminar o tal perfil do Mugabe, devoro a Piauí de outubro como se fosse livro: as matérias na ordem, linha por linha, todas as linhas. Leio os anúncios com shows e exposições que já passaram e fico com sede de SP. Nesse micro tempo em que fiquei no aeroporto com os pernilongos de paludismo e no avião da TAAG, li mais do que toda a primeira temporada em Angola.

17h30 – Meu vizinho de vôo, um cearense bem caipira e bem cachaceiro, que bebeu três uísques e três cervejas e só não bebeu mais porque a aeromoça parou de atender aos seus pedidos, me fez lembrar todos os meus roomates. A M. porque fiquei lembrando dos tipos sa sua própria viagem que ela descreveu no blog. O P. porque a TAAG resolveu passar mama mia, e o tal bêbado ficava me cutucando de 5 em 5 min dizendo pra eu colocar o fone de ouvido porque estavam passando músicas lindas. O Z. porque na boca do cara faltava um dente, mais uma comprovação da estranha teoria de que a i.da de brasileiros paa Angolta tem a ver com a falta ou a extração de dentes. O A porque do tal senhor a risada era igualzina a dele. E ele falava tb: ocê tá entendendo?

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2 Respostas to “Luanda – Rio”

  1. Gabriel Borges Says:

    Estava lendo este mesmo texto sobre Mugabe, bom lendo não… meu inglês ainda não está esta “Brastemp” , quanto a Piauí, eu trabalhei na Caros Amigos, nõa posso mudar a leirtura ha ha e mama mia! um bêbado ninguém merece!

  2. Mayra Says:

    É dura, a vida. Ninguém merece a dobradinha Taag e Aeroporto 4 de Fevereiro… =)

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