Como foi o carnaval na Marginal

Anunciação: dias antes do carnaval chegar, o trânsito fez eu parar na Samba para esperar uns amigos chegarem e, enquanto tomava uma Cuca bem fresca, comecei a bater papo com um jovem. Perguntei o que ele ia fazer no carnaval. Ele disse: andar sem camisa na rua.

 

Breve descrição: é fato que o carnaval existe para as pessoas extrapolarem seus limites. O carnaval e os limites variam de acordo com o lugar. Aqui, lugar em que já houve muita repressão, andar sem camisa é extrapolar os limites. Aqui, se vestir de mulher e ficar rebolando na frente do policial é extrapolar os limites. Aqui, o carnaval significa a Marginal cheia de pessoas nas ruas a dançar músicas de todos os tipos vindo de todas as direções, pequenos blocos desgovernados e desorganizados a passar pela avenida que os guardas tentam fazer as pessoas não atravessarem, famílias inteiras com fantasias estampadas idênticas na rua, as fantasias mais originais que eu já vi, barracas que vendem bebidas e pratos imensos de comida, como sempre tem numa boa festa angolana, e uma sensação de liberdade e rebeldia inocente no ar. Tudo isso com ar de anos 40.

 

Sensação: nesse dia, meu coração era tudo, menos sensação de carnaval. Me senti arremessada na marra naquele mundo de festa.

 

Conclusão: apesar do descompasso entre o que se passava dentro e fora, foi divertido.

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