O banco do lado

Saí de Angola sentada bem ao lado de um chinês com dentes pretos, unhas enormes e que balbuciava umas palavras em português. Há cinco anos ele morava em Angola para trabalhar na construção civil. Consegui superar a aflição que me dava de olhar pra ele graças à minha nova curiosidade: tentar entender um pouquinho como funciona a cabeça dos chineses. Eu tinha ali do meu lado um dos 1,2 bilhões de pessoas que podiam me ajudar nisso. Mas sei bem que não é porque vou passar uns dias na China tentando conversar com uns chineses que vou sair entendendo alguma coisa sequer sobre eles. É muita diferença existente entre eu e esse mundo que começa a aparecer na minha frente. Mas sei lá, vou escrevendo sobre as minhas constatações, e provavelmente muitas delas serão superficiais e/ou equivocadas. Talvez sirvam pra alguma coisa, talvez não.

Bom, esse chinês era arquiteto, não gostava de Angola e não sabia falar nada de inglês. Ele disse que tinha 45 e era velho para isso. Naquela época, a China ainda não se preocupava em ser tão globalizada. O que eu mais gostei desse chinês foi seu nome angolano: Dragão.

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