A grande muralha da língua

Amanhã vou embora da China. O que eu mais senti falta daqui foi de não poder conversar com as pesosas, pra saber as histórias delas, o que elas pensam sobre as coisas, no que elas acreditam, de que elas acham graça, sobre o que elas querem e não querem falar, o que elas querem me perguntar. Também faz falta não poder ler o jornal, nem a placa do ônibus, nem as publicidades ou os rótulos, nem nada. Sim, é a grande muralha da língua, sobre a qual Kapuscinsky tanto falara algumas décadas antes.

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