Hong Kong é no Ocidente

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Um mês e pouco atrás, quando meus olhos pisaram pela primeira vez em Hong Kong, eles acharam as letras, as línguas, os gestos, os códigos, as comidas e os cheiros bem esquisitos e diferentes de todas as referências passadas. Sim, eu estava na Ásia e todas aquelas coisas desfamiliares me diziam isso. Agora, depois de ter andado um pouco por aí (um pouquinho que não é quase nada para o tamanho e a variedade da Ásia), meus olhos voltaram novamente a pisar em Hong Kong ontem a noite.

Eu sabia onde era a fila da imigração, que para chegar na Nathan Road era só pegar o ônibus A21 que custa 33 hkd, sabia até onde era a bilheteria e mais ou menos onde o ônibus ia parar. Acertei até o ponto que eu tinha que descer.

Ainda não me acostumei totalmente com os carros vindo na mão errada, mas já não pareço tão idiota atravessando a rua, já não me assusto mais que o albergue fica num prédio que tem escritórios baratos, putas, gatos passeando, encanamentos vazando, camelôs, as placas dizem um nome mas os nomes verdadeiros são outros. Já também nem me impressiono mais com a enxurrada de indianos e árabes que colam atrás de você te oferecendo suits, copy rolex, cheap hostel, já sei que é tudo bem comer no restaurante que tem patos e galinhas sem pele pendurados na entrada, já não fico mais tão confusa quando as pessoas furam a fila ou correm para pegar o assento do metrô porque sei que aqui é assim mesmo, é gente demais. Já sei comprar tiquetes de metrô com moedinhas, também sei que tem que guardar o ticket para liberar a catraca na saída e que quando não tem troco é só ir numa cabine que um funcionário troca o dinheiro pra vc, mas nao vende a passagem. Sei também que as roupas aqui são todas de marcas, lindas e caríssimas.

Em Hong Kong não preciso comer só soup noodles, pois tem queijo feta ou outros queijos, massa e um starbucks em cada esquina. Não preciso fazer mímica igual louca. Não preciso comer na rua e nem sentar em mini bancos e nem ir em restaurantes que são também salões de beleza ou a casa das pessoas. Em Hong Kong quando eu saio de havaianas na rua me sinto maloqueira. Em HK as pessoas não param para tirar foto de mim e as placas são te ensinam a fazer tudo sem dificuldade.

Nossa, tudo está muito familiar aqui para mim. Hoje, Hong Kong para mim está no Ocidente.

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