Ilha de Luanda

Um mês e meio em Luanda sem fazer nada já cansa. Como a amiga dos olhos azuis diz, aqui, se você não sabe para onde ir, caminhe para algum lugar, porque se ficar parado é atropelado. Pela zungueira, por um chinês, por uma grua, pelo trator, pela mota, pela cratera, pelo tempo, pelas diligências, pelo barulho, pela festa.

Um mês e meio em Luanda a filmar, a pensar, a negociar, a produzir, a resolver makas, a se envolver, a se locomover e a pensar sobre Luanda é uma delícia, mas cansa bué.

Mas aí quando tudo acaba e as três pessoas com quem você conviveu ininterruptamente subitamente de desmaterializam dá um vazio esquisito. Mas daqui a pouco tudo estará de volta aos seus deslugares. Vamos voltar a falar de esmaltes, ração da gata, reforma da casa.

A partir do dia 15 estaremos de volta à Ilha de Luanda, lá na Vergueiro, do lado do Metrô Ana Rosa, em São Paulo, a editar a Luanda que ficou aprisionada nas nossas câmeras.

Entre uma Luanda e outra, vou em busca do silêncio no deserto do Namibe. Tchau.

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