o mar que morre devagar

 

Quem anda pela praia não vê mais concha. Quem vai pra Castelhanos encontra a praia cheia de lixo trazida pelo mar. Quem conversa com os pescadores escuta a reclamação de que não tem mais peixe no canal. Quem mergulha na praia do Julião vê que os corais estão doentes.
Nós deitamos nossos corpos saudáveis na areia cheia de cocô. Nadamos no mar em frente da placa vermelha denunciando “imprópria”. Pulamos um córrego que carrega esgoto como se ele não estivesse aí. Fingimos que está tudo bem. Afinal, queremos aproveitar nosso fim de semana, pois na segunda tudo recomeça. Não queremos enxergar que estamos matando, cada dia um pouco, o nosso mar.
Fantasiamos que o mar pode absorver todo o nosso lixo, o nosso descarte, o nosso descaso. Mas ele anda dizendo pra gente que não é bem assim. E a gente não tá escutando.

 

Está em andamento um projeto do governo do Estado São Paulo para ampliar o porto de São Sebastião, no litoral de São Paulo, e transformá-lo num movimentado terminal de navios de carga (leia mais aqui). Definitivamente, isso não está certo.

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2 Respostas to “o mar que morre devagar”

  1. Wlado Herzog Says:

    Nossa coisa doida… eu buscava um blog de Angola, lugara que me desperta interesse… encontro minha vizinha… Moro em Caraguá!!!

    Gostei do espaço!

  2. Cláudia Cassoma Says:

    Uau eu estava também na busca de um blog com características do género e achei este lindo. Já está na minha lista de blogs que leio…

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