Posts Tagged ‘África’

tás a ver?

19/07/2010

Apresento o resultado de muito tempo de trabalho, de reflexão, de discussão, de paixão e de vontade de fazer algo mais interessante, visceral e divertido do que antes. tás a ver?

Visite, frequente, comente, participe. Eu provavelmente estarei muito mais lá do que aqui agora.

Reunião de trabalho

17/03/2010

porque eu acredito que o trabalho pode ser interesante

porque eu acredito que trabalhar tem a ver com se divertir

porque eu acredito que só podemos fazer o que gostamos, mesmo que isso não seja prazeroso em tempo integral

porque eu acredito que a liberdade de ir e vir na hora que eu quero é uma das premissas de um trabalho prazeroso

porque eu acredito que temos que adorar fazer a coisa que passamos a maior parte do nosso tempo fazendo

porque eu acredito que estarmos com quem gostamos é essencial ao trabalho e que se desentender é normal

porque eu aprendi a conviver com a ideia de que segurança é algo totalmente ilusório

porque eu adoro trabalhar

é assim que eu venho trabalhando

tás a ver?

Tanzânia na Folha

08/10/2009

A Folha fez uma matéria na capa do caderno de turismo sobre a Tanzânia. Tem clichês de turismo, clichês de África, mas mostra um pouquinho como Zanzibar é linda… e “paradisíaca, bem no coração da África”

Os celulares em África

30/09/2009

A Economist é poderosa. Os caras sabem falar com propriedade sobre as coisas. A edição dessa semana tem uma matéria muito interessante sobre a importância dos celulares nos mercados emergentes, inclusive na África.

O mundo tem 4 bilhões de celulares no mundo. O número é impressionante. Muitas pessoas, mas muitas mesmo, não têm acesso à água e à energia, mas têm celular. Afinal, é uma tecnologia barata e sem fio… não precisa de infra-estrutura física, que, em países pouco desenvolvidos, é atrada. Basta uma antena e pronto.

Na África, 4 em cada 10 pessoas têm um aparelho. E ele é usado de forma muito mais completa que aqui no Brasil. Eles vêm desbloqueados e pra mudar de país é só comprar um chip. Com eles, as pessoas pagam contas e mandam dinheiro para a família em outras cidades ou estado. Compra-se saldo em qualquer esquina, aparelho também. Não precisa ir em loja. As zungeiras vendem, os putos vendem, tudo é na rua. Não tem burocracia.

Colei um pedaço da matéria aí embaixo. Quem quiser ler tudo é só clicar aqui e aqui.

A special report on telecoms in emerging markets.

Mobile marvels

Sep 24th 2009

BOUNCING a great-grandchild on her knee in her house in Bukaweka, a village in eastern Uganda, Mary Wokhwale gestures at her surroundings. “My mobile phone has been my livelihood,” she says. In 2003 Ms Wokhwale was one of the first 15 women in Uganda to become “village phone” operators. Thanks to a microfinance loan, she was able to buy a basic handset and a roof-mounted antenna to ensure a reliable signal. She went into business selling phone calls to other villagers, making a small profit on each call. This enabled her to pay back her loan and buy a second phone. The income from selling phone calls subsequently enabled her to set up a business selling beer, open a music and video shop and help members of her family pay their children’s school fees. Business has dropped off somewhat in the past couple of years as mobile phones have fallen in price and many people in her village can afford their own. But Ms Wokhwale’s life has been transformed.

Ms Wokhwale prospered because being able to make and receive phone calls is so important to people that even the very poor are prepared to pay for it. In places with bad roads, unreliable postal services, few trains and parlous landlines, mobile phones can substitute for travel, allow quicker and easier access to information on prices, enable traders to reach wider markets, boost entrepreneurship and generally make it easier to do business. A study by the World Resources Institute found that as developing-world incomes rise, household spending on mobile phones grows faster than spending on energy, water or indeed anything else.

The reason why mobile phones are so valuable to people in the poor world is that they are providing access to telecommunications for the very first time, rather than just being portable adjuncts to existing fixed-line phones, as in the rich world. “For you it was incremental—here it’s revolutionary,” says Isaac Nsereko of MTN, Africa’s biggest operator. According to a recent study, adding an extra ten mobile phones per 100 people in a typical developing country boosts growth in GDP per person by 0.8 percentage points.

Super Vila Madalena

15/09/2009

O Xuxis morava comigo n’Angola e vivia sempre a usar o o adjetivo “super vila madalena”  para se referir a pessoas ou atitudes meio hippies, meio descoladas, gente que gosta de fazer yoga, comer folhas, ouvir batuques e usar colares longos de sementes.

Ele usava de maneira sistemática esse adjetivo para falar de mim, principalmente quando entrava no meu quarto e via aquele monte colar pendurado num fio improvisado que eu peguei da obra do andar debaixo. A essa altura a casa da Maianga deve ser uma guest house em cima e uma pizzaria da primeira dama embaixo e eu fico aliviada de não estar lá naquela confusão da casa, apesar de ter saudade daquela confusão de cidade.

Pois hoje eu fui fazer um programa super vila madalena na vila madalena. Dança africana. Batuques, mocinhas brancas com trancinhas nos cabelos e saias de chitas nos quadris e rebolando, negonas lindas, altas e com cabelos black power, um japonês com roupa de pijama divertido, umas senhoras mas velhas desocupadas que querem sentir a vibração das danças africanas e coreografias sobre a caça, o semear das árvores, o arco e a flecha.  Isso sim é a coisa mais vila madalena que eu fiz nos últimos tempos. Foi super divertido, eu adorei!!!!

Pra ouvir o dia inteiro

28/08/2009

Desde que o Filete me pasosu o link da gravadora  Akwaaba Music, eu não consigo parar de escutar a rádio de música africana contemporânea que eles têm lá. Nossa, tem uma coisa mais incrível que a outra. Valapena passar dar uma passada pra conhecer.

Eles fazem isso:

Akwaaba is a fair trade label of music from Africa. We feature music by locally established yet globally isolated artists, regardless of musical style or genre.

At our core is an eclectic catalog of African music, ranging from acoustic and traditional sounds to contemporary fusions of urban and dance styles.The scope of music in Africa is staggering. Our catalog reflects and spreads this wealth, in a simple, straight-forward way.

Akwaaba offers a fair and simple deal: we share our net revenue 50-50 with licensees, and sign directly with the artist whenever possible. We do all the work to spread the music worldwide. We distribute, license, manage and represent the artists.

The internet allows us to directly share the music and the journey with increasingly curious and socially-aware fans. Our trips to Africa are meticulously documented on the site: how we found the music, the story behind an artist or a music scene, tidbits about local culture and trends. Videos, sound bites, photos and words to share this first-hand experience with you, enjoy!

E gravam coisas de artistas muito legais, pelo que eu to ouvindo. Tem os angolanos Fakuma e Sem Transporte.

musicamusica2

Você já matou um leão para o almoço hoje?

05/06/2009

Uma das coisas que mais deixam as pessoas frustradas quando eu conto sobre como foi viver em Luanda  é na hora que eu digo que eu morava numa cidade de 6 milhõe de habitantes, que eu ia pro trabalho de carro, no fim do dia ia jantar fora ou ia pra um bar e que no fim de semana eu ia para a praia. Aaaah, que coisa mais… normal…. diziam as bocas ou as expressões das pessoas. Você morou na África. E os leões, as girafas, os mutilados, os famintos, as caçadas, os rituais tribais, as mulheres com rostos e corpos pintados entoando cantos religiosos que hipnotizam as pessoas, as serpentes venenosas e as doenças tropicais? Não tem nada disso? Ter até tem em alguns lugares. Como no Brasil também tem essas coisas em alguns lugares (tá, leão e girafa não tem, só no zoológico).

As pessoas não sabem nada da África e o que sabem geralmente são essas imagens bizarras. E aí vai um cidadão que morou lá, que viveu tudo aquilo, que andou pra todo canto, que fez  um monte de amigos, que entendeu um pouco como as coisas funcionavam e, quando volta para o Brasil, o jornal em que ele trabalha la em Alagoas faz uma matéria assim….

… com mulheres de peito de fora pintada e com cara de que entoam cantos tribais que hipnotizam as pessoas. Meu Deus, que coisa equivocada. Ainda vale fazer menção especial à palavra “exubertante”, que sempre acompanha tudo relacionado à África. Como se metrópole, congestionamento, musseque, candonga, mercados a céu aberto, pessoas indo e vindo trabalhar, bares a beira mar, restaurantes, jornais, lojas, telemóveis, etc etc etc etc fossem exuberantes. Ai, ai, viu.

Barcak Hussein Obama, o bom

05/06/2009

obama

Crédito: Chuck Kennedy/Flickr/whitehouse

Eu nunca escrevo aqui diretamente sobre política ou pessoas da política. Mas hoje quando acordei e fui ler as manchetes do jornal, fiquei sinceramente comovida em ler o lindo e marcante discurso que o Obama fez no Cairo. É muito forte, é emocionante, é respeitoso. Obviamente não vou ficar papagaiando o que ele disse, pois dá pra ver tudo no Youtube, na FSP, no Estado ou em qualquer lugar da internet.

Ele lembrou que tem no seu sobrenome Hussein e que Hussein significa o bom. Ele lembrou que a história huma tem sido um registro de nações e tribos subjugando uns aos outros para atender a seus próprios interesses. Ele lembrou que, com um mundo cada vez mais interdependente, isso não pode funcionar mais. Ele lembrou um monte de outras coisas que vale a pena ler.

No vôo da South African Airways, que em vez de tocar música clássica toca Miriam Makeba, Salif Keita  afins, eu vim um documentário do Obama quando ele foi pro Quênia, ainda na época de Senador. É muito comovente a capacidade que esse cara tem de falar com pessoas de mundos tão diferentes e a inteligência e a sensibilidade que ele tem para tratar de questões muitíssimo delicadas.

Eu estava em Angola quando o Obama foi eleito e também foi muito comovente ver a reação emocionada dos angolanos e, de uma certa maneira, ver mais de perto um pouco a reação dos outros africanos, que comemoraram muito que alguém mais perto deles estava no poder daquele país tão distante deles.

Chineses africanos

02/04/2009

Os chineses mandam crédito, empresas e milhões de chineses para a África toda em troca de matérias-primas para continuarem crescendo e construindo. Só que os africanos não costumam gostar muito dos chineses que vão pra lá e vice-versa. Os dois povos, todos diferentes entre si, não costumam se misturar muito. Pelo menos em Angola é assim. Os chineses, que não gostam de Luanda, ficam sempre fechados nos seus bandos e os angolanos meio que zomabam desses bandos.

Hoje peguei um ônibus sozinha para ir nadar numa piscina gelada e conheci uma chinesa que morou seis anos no Togo. Fiquei bem feliz mesmo quando ela me disse que tinha sido muito feliz em morar lá, fez bué de bons amigos e morria de saudade do jeito festeiro e afetuoso com que ela foi tratada lá. Ela dise também que vários dos seus amigos aprenderam a falar umas palavrinhas em chinês e sempre queriam saber um pouco sobre sua vida lá no seu país de origem.

Infelizmente acho que essa troca, que é tão boa para todos os lados, ainda é pequena. Mas há de melhorar. Um dia eu espero que tenha muito africano ou chinês com essa cara (sim, já usei essa foto antes, mas é que acho engraçada):

angolana-chinesa

Olga Africana

18/01/2009

olga-africanaNão é só a dona da Olga que adora a África.