Posts Tagged ‘festa’

a noiva e o noivo

12/04/2010

Ela disse que ele vai dar cor para a vida em preto e branco dela. Ele é tímido e disse bem pouco, disse o fundamental. Eles parecem jovens demais. Ela sempre foi a prima mais nova com aquela voz bem fina e com tromba de elefante quando ficava brava. E de repente está lá, naquela noite fria, toda linda de noiva, de donzela, com um vestidão enorme que faz todo aquele movimento de onda quando ela pega a saia com as mãos. E ela e ele agora vão morar em Berlim, recomeçar uma vida cheia de sonhos, continuar uma vida a dois, levando na mala tudo de mais fascinante e de difícil que existe num relacionamento. Um monge que foi um segundo pai para ela conduziu a cerimônia de um jeito bem lindo e disse que quando eles precisassem a carta que cada um escreveu ao outro estava lá para lembrar de tudo o que eles muitas vezes ainda vão esquecer nessa trajetória imensa que é um casamento. Depois todos beberam, comeram, dançaram, abraçaram-se, beijaram-se e celebraram tanto que o frio desapareceu. E os olhos da minha câmera acompanharam tudo felizes da vida em perceber mais uma vez como os rituais são importantes e  em ter sido a fotógrafa oficial dessa linda festa.

aqui no flickr tem mais fotos da noiva.

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Festa no ap

12/09/2009

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A parte boa da história é que nessa casa moram três virginanos e tudo já está no seu devido lugar.

Mais velha

04/09/2009

Bolo, macarronada, vinho, família vazia, amigos imaginários, chuva, festa, amigos reais, macarronada, roupa nova, flores, caipirinha, mojito, ano novo, risadas.

Eu hoje sou mais velha do que eu era ontem. E tenho ressaca por causa disso. E por isso ainda não vou conseguir escrever sobre todas as ideias bonitas que eu refleti na terapia (e depois dela) sobre o aniversário, o últim ano que parece última década, o próximo ano e a vida.

Festa de criança

30/08/2009

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Essa tarde fui transportada para o futuro. Um futuro que eu não sei dizer muito bem a quanto espaço está de mim.

Nesse tempo que eu fui parar só se fala de um único assunto, a todo o tempo, sem parar. E esse assunto deve mesmo ser uma delícia de falar, pois os adultos me parecem sempre sorridentes, orgulhosos, harmônicos e bem dispostos, a despeito de tanto trabalho. Só que me parece também que os adultos, nessa fase da vida, começam a usar roupas de adultos e também ganham barrigas e penteados de adultos que eu acho bué estranho.

Nesse tempo não da para sair andando sem olhar para o chão, pois ou tem comida esmagada em cantos que você nem entende como elas foram parar lá, ou brinquedos que os pais compraram e os filhos nem entendem o que são ou crianças se embrenhando feito gato pelos cantos.

Tem também aqueles passos fofos descoordenados com aquelas pernas roliças que dá vontade de morder, aquelas roupas lindinhas em miniaturas que em frações de segundo se sujam de papa de manga, areia, canetinha barata de um real comprada na 25 de março, tinta guache e baba. Por falar em baba, não sei se quem baba mais são os bebês ou os pais dos bebês.

E nesse tempo também tem essa decoração engraçada: balões de gás hélio pregados com fita crepe no teto, docinhos deliciosos espalhados por vários cantos diferentes nos quais é proibido tocar até o parabéns pra você autorizar e um bolo enorme que fica bem no centro da mesa desde o começo da festa.

E tem esse ar gostoso de família se formando, de coisas começando, de sonhos acumulados de várias gerações, de esperança de que tudo vai ser sempre inocente, cheirosinho e cativante como esses serzinhos que saem dos nossos ventres.

Dia de festa

31/01/2009

Uma das coisas mais legais e mais frequentes que existem aqui em Angola são as festas de aniversário. Festa angolana é beeeeem mais legal que festa brasileira, não tem nem comparação.

Aqui, o aniversariante tem obrigação de fornecer a todos os seus convidados muita comida (c0mida mesmo, não só amendoim e batata rufles, tem feijão com óleo de palma, funge, arroz, batata, salada, peixe, etc) muita bebida e muita música muito alta, tão alta que fica até difícil de conversar. Aqui, todas as pessoas da festa, do bebê ao mais kota, participam da festa. E todas as pessoas da festa sabem dançar muitíssimo bem e todas dançam com todas daquele jeito tão lindo que ficamos morrendo de inveja.  Aqui, as festas em geral começam bem cedo e terminam bem tarde. Aqui, toda gente é bem vinda, mesmo se não conheça o dono da festa.

Hoje fui parar numa festa de adolescentes, tipo matinê, às 19h. Teve tudo isso que eu já contei. Mesmo não c0nhecendo quase ninguém, sendo bem estrangeira mesmo e meio fora da faixa etária, eu dancei, comi, fiquei amiga das pessoas e me senti em casa.

Numa salinha pequena e com um som bem alto plugado num lap top, sas meninas dançavam funk brasileiro enquanto as crianças e bebês esbarravam nas bundas a se mexer e a dona da festa, cheia de chantilly do bolo no cabelo postiço, andava pra cima e pra baixo com a chave de um dos quartos, onde as arcas com bebidas estavam trancados pras pessoas não acabarem com tudo de uma vez. Na hora de cantar parabéns, cada um pegou uma vela para celebrar com a anviversariante. Nem bem o parabéns acabou a champagne foi estourada e antes mesmo das pessoas esvaziarem o copo o som altíssimo já voltou pra animar os casais a dançar kizomba.

Festa cancelada

17/01/2009

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Esse é o convite da festa que aconteceria aqui em casa hj. Quem fez foi meu marido, e eu adorei. Mas a festa foi cancelada.

Fiquei três meses na África correndo o risco de pegar cólera, marburg, ébola, tifo, paludismo e todos os outros tipos de doenças que existem no imaginário coletivo das pessoas quando o assunto é África, mas que dificilmente alguém pegaria em Luanda (salvo o paludismo, ou malária, que é comum por lá). Tudo o que aconteceu comigo foi uma simples infecção alimentar, que acontece em tudo o que é canto quando eu to viajando.

Bastou eu chegar no Brasil pro meu corpo amolecer e eu ficar com uma infecção brava na garganta por dormir com o ventilador ligado duas noites seguidas. Agora to aqui de repouso, com febrinha, dor de garganta e dor no corpo, de molho durante minhas férias, adorando ficar em casa.