Posts Tagged ‘imprensa’

Agostinho Neto

11/09/2009

Ontem fez 30 anos que o Agostinho Neto morreu. Quase ninguém aqui no Brasil sabe quem é o Agostinho Neto. Ele foi o primeiro presidente de Angola pelo MPLA. Também era poeta. Ficou no cargo de 75, ano da independência, até 79, quando faleceu. Depois assumiu o José Eduardo dos Santos, o Zédu, que está lá até agora.

O Novo Jornal, la de Angola, fez uma matéria que eu gostei bué na eidção de hj. Acho que vale a pena ler pra quem quiser saber mais.

(Maior orgulho: eu agora aprendi a transformar um PDF em vários arquivos Jpg. Antes eu sempre pedia pra Branquela De Angola.)

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As melhores e as maiores

09/07/2009

Nessa vida de frila eu acabo passando muito tempo em casa. Vários dias eu tenho que sair para ir a reuniões, entrevistas, cortar textos ou fechar páginas, mas outros vários dias eu e meu computador resolvemos tudo virtualmente. Aí eu estabeleci um compromisso comigo mesma de sair pelo menos uma vez por dia de casa e ver gente, nem que seja na padoca para bater um papo com o maguila e comprar um pão italiano, ou então no supermercado padrão, que entrega em casa e eles todos me conhecem. O que não dá é para passar o dia todo e eu ver apenas a Olga, que é uma gata, e não uma pessoa.

Um dia desses que eu tinha que cumprir o ritual de sair de casa fui cortar o cabelo na vila madalena. Eu tava la de jalequinho, cabelo molhado me encarando naquele espelho todo iluminado por 420 lâmpadas que faz a gente enxergar todos os nossos defeitos ao mesmo tempo e, como não podia deixar de ser, comecei a puxar papo com a cabelereira, que se chama Susy (ou não, ja não me lembro). Quando ela me perguntou qual era minha profissão e eu disse que era jornalista, ela se achou a pessoa mais importante do mundo por estar cortando, pel segunda vez no dia, o cabelo de uma jornalista. Eu bem que tentei explicar que jornalista não era gente importante, muito menos que merece admiração, que as revistas e os jornais e as notícias de hoje estão com qualidade que não dá orgulho, mas às vezes até vergonha, que, por isso, ela não precisava ficar feliz por estar cortando meu cabelo pelo fato de eu ser uma jornalista. Mas a Suzy não deu bola. Ela disse que sem os jornalistas ninguém iam saber de nada do que se passa no mundo e que, por isso, nosso trabalho é, sim, imporante.

Aí acho que ela esatva adorando o jeito que meu cabelo nasce e se comporta, pois ela falou muito bem dele e disse: cada um tem o cabelo que merece. Eu tenho esse cabelo difícil, que precisa fazer escova todos os dias, e ainda bem que sou cabelereira. Já você tem esse cabelo fácil, que nem precisa pentear, porque é ocupada e vive para cima e para baixo.

Bom, eu não me acho importante, e nem sou, e muito menos tenho achado mina profissão nobre. Mas por enquanto (até segunda ordem) é com ela que eu trabalho, me divirto, fico entediada, me irrito, me ocupo, aprendo, me decepciono. De falta de trabalho não to podendo reclamar. Essa aqui (fecha pra assinantes, só da pra ler o abre) é uma matéria que eu fiz pra Melhores e Maiores, da Exame, sobre os maiores grupos empresariais do país. Primeiro fiz uma espécie de telemarketing de luxo pra tentar convencer as assessorias e reunir as ocupadíssimas agendas dos conselhos de administração e posar para uma foto que virou um ensaio fotográfico que ficou muito bacana, mas ainda não consegui o pdf pra postar. Depois fiz umas apurações aí com uns presidentes ou diretores de empresas. Foi um trabalho legal.

melhores e maiores

O Novo Jornal

29/05/2009

Eu já contei aqui que dia desses um amigo angolano veio pra SP e fomos lá passear no Brás, onde centenas de angolanas que atravessam o Atlântico vão comprar roupas para vender lá n’Angola, sobretudo no Roque.

Aí esse amigo trabalha no Novo Jornal, que é meu preferido lá de Angola. Assim como todos os outros  jornais privados, ele é semanal e sai às sextas-feiras (os dois únicos jornais diários são o Jornal de Angola e o Jornal de Desportos, ambos do governo).

Esse meu amigo fez uma matéria muito bacana e divertida sobre esse comércio Brás – Luanda. As fotos são minhas. Teve até chamada de capa. Agora a ideia é que periodicamente eu colabore com eles. Quem se interessar em ler, aí está a matéria.

As notícias

11/02/2009

Ontem por acaso liguei a tv na Globo e vi que tava passando um amistoso da seleção brasileira. Aí fiquei pensando como estou desconectada das notícias do Brasil. O que faz parte do meu dia a dia agora são as coisas que acontecem por aqui. Show do Afroman, lançamento do cd do Yuri da Cunha, acidente na marginal, reunião da União Africana, blocos de carnaval de Luanda, falta de abastecimento de coca cola, etc, etc, etc.

Para saber amenidades e fofocas, leio diariamente o Jornal de Angola, que pertence ao governo e é a única publicação de notícia diária do país. Eles às vezes têm notícias engraçadíssimas, com esse jeito de escrever próprio, diferente do nosso. Vejam essa notícia do jornal de hj:

Máquina do Inferno foi ontem a enterrar

Os restos mortais do kudurista Máquina do Inferno repousam, desde ontem, no Cemitério Municipal de Viana. O artista morreu no passado dia 8 de Fevereiro, numa das unidades hospitalares de Luanda, por doença.
Segundo a cantora Ana Bela Bento “Noite e Dia”, a morte de Máquina do Inferno é uma tragédia a lamentar. Para ela, os kuduristas nacionais perderam alguém que estava a ajudar também a divulgar este estilo musical no país e estrangeiro.
De acordo com “Noite e Dia”, em vida Máquina do Inferno foi um bom bailarino e músico. “Eu fui uma fã dos seus estilos e da forma como se apresentava no palco animando os seus admiradores. Ao vê-lo a actuar, víamos que era diferente dos outros kuduristas, porque tinha uma forma própria de estar em palco”, disse.
“Noite e Dia” afirmou que já teve oportunidade de partilhar o palco em várias ocasiões com Máquina do Inferno. “Lembro-me que das vezes que cantei com ele foi só em Viana no jango e nas discotecas”, disse.
Por sua vez, Stela Irene Fraolina, de nome artístico “Própria Lixa”, explicou que recebeu a notícia da morte de Máquina do Inferno como um “balde de água fria”. Lamentou a perda, dizendo que a última vez que viu o kudurista foi no canal 2 da Televisão pública de Angola no programa “Alto Nível”, durante uma entrevista com o apresentador Miguel Neto.
“Própria Lixa” disse que cantou, no ano passado, com o Máquina do Inferno, num espectáculo realizado pelo MPLA no monumento aos “Heróis do 4 de Fevereiro”, no Ca­zenga, em alusão às eleições legislativas realizadas no ano passado. Máquina do Inferno deixa viúva e três filhos.

O novo novo jornal

13/11/2008

Papo cabeça pós-fechamento

A imprensa aqui em Angola é ainda muito restrita ao governo. Como acho que já disse, o único jornal diário do país é do estado, a tv também, assim como quatro ou cinco rádios e o Jornal de Economia & Finanças, para o qual trabalho.

Os jornais independentes são semanais e ainda muito básicos e magrinhos. A última novidade na imprensa angolana havia sido o lançamento do Novo Jornal, feito por um grupo de tugas (portugueses) há cerca de um ano. Ele é todo em cores, tem vários cadernos e um pouco mais sofisticado do que os outros. Hoje a equipa é praticamente toda angolana. Estou querendo ir lá conhecer a redação por esses dias.

Hoje foi lançado um novo novo Jornal, chamado O País. Outros tugas vieram com grana pesada e, na calada da noite, ciraram a maior infra. A redação parece ter 30 jornalistas, parece que eles têm um parque gráfico próprio, o projecto gráfico é todo modernoso e o jornal é grandão. Acabei de dar uma passada de olhos, amanhã quero ver melhor. Dentro do jornal veio uma revista lindona encartada. Esse grupo tuga também vai lançar uma nova emissora de rádio e um canal de TV.

Tá bom, sei que jornalisticamente essas informações estão super mal checadas e super deixando a desejar. Mas por enquanto é tudo o que eu sei. E to cansada porque acabei de fechar e meio eufórica porque, pela primeira vez, não passei a madrugada no fechamento.

Ovni?

21/10/2008

Hoje saiu uma notícia muito curiosa no Jornal de Angola, a única publicação diária do país, que pertence ao governo. Vejam só:

Avião quase colidiu com OVNI

Um avião de passageiros da companhia aérea italiana Alitalia quase chocou com um Ovni (Objecto Voador Não Identificado) quando sobrevoava a cidade inglesa de Kent, em 1991, de acordo com arquivos do Ministério da Defesa britânico divulgados ontem.
Segundo o registo, divulgado pelo Arquivo Nacional, o piloto do avião gritou “Olha isso, olha isso!” ao co-piloto, ao ver um objecto rubro, parecido com um míssil, a passar rapidamente por cima da aeronave.
De acordo com o capitão, o objecto passou cerca de 300 metros acima do avião. Logo depois da aparição, a torre de controlo afirmou ao piloto que o único objecto identificado pelo radar estaria a cerca de 18,5 mil metros atrás do avião da Alitalia.
Investigações das aviações civil e militar não conseguiram explicar o caso. Depois de determinar que o objecto não se tratava de um míssil, balão ou foguete, o Ministério da Defesa encerrou a investigação.
O incidente em Kent é um dos 19 arquivos sobre aparições de Ovnis que cobrem os anos de 1986 e 1992 e podem ser baixados do site dos Arquivos Nacionais do Reino Unido.
O Governo britânico deve libertar cerca de 200 arquivos sobre as aparições ao longo dos próximos quatro anos. Em Maio, os primeiros oito arquivos foram revelados, cobrindo os anos de 1978 a 1987.
Entre os arquivos revelados esta semana está ainda o relato de um piloto da Força Aérea norte-americana que teria recebido uma ordem de atirar contra um Ovni que apareceu no seu radar, enquanto sobrevoava a região de East Anglia, no Leste da Inglaterra.
Há também uma carta de uma mulher, afirmando ser do sistema planetário Sirius, que diz que a sua nave caiu no Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial.
Para o especialista em Ovni da Universidade Sheffiel Hallam, David Clarke, os documentos oferecem novas informações sobre aparições pouco conhecidas.
“O assunto é deturpado por charlatães e lunáticos e por isso é um crime contra a carreira profissional ter o seu nome associado aos Ovni, o que é uma pena”, disse.
“O Arquivo Nacional está a fazer um trabalho fantástico. Cada um pode ter a sua própria interpretação”, afirmou Clarke.
“Agora é possível olhar para o material primário as coisas que o Ministério recebe todos os dias e formar a sua opinião”, concluiu.