Posts Tagged ‘música’

Bodes e elefantes

06/06/2010

Uma noite fria e tumultuada dentro da cabeça vai desembocar num show de música alta, nova, contemporânea e emocionante no museu da imagem e do som. Chego lá atropelada pelos meus pensamentos, que depois são atropelados por todo aquele barulho organizado e eu fico sem saber direito se mais alto é o som que é feito no palco ou o ritmo frenético e nada suave das rotações do meu cérebro.

Suave e frenético. Smooth and Rave.

15 minutos, 52 minutos, 1 téra, 2HDs, 1D90, 1EX1, 1EX3, 200 mil, 745 reais, 3 cidades. Uma equação tão difícil quanto simples de resolver. O caos organizado completamente desorganizado. Um alguém que pensa em forma de equações traduzidas em obras de arte e que se faz entender, mas que é tão difícil de compreender e de estar.

Estar é complexo.

Estar só é complexo. Mas necessário. Estar junto é complexo. Mas é bom.

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Batida

24/09/2009

Enquanto o Filete fica embaçando pra postar as coisas num blog novo que vai ser o maior legal, eu vou postando essas coisas aqui.

Escutem isso agora. Musica da Tuga feita por mangolês. http://www.myspace.com/batida

Sim, kuduro defintivamente é o futuro. Cada dia gosto mais.

batida

Pra ouvir o dia inteiro

28/08/2009

Desde que o Filete me pasosu o link da gravadora  Akwaaba Music, eu não consigo parar de escutar a rádio de música africana contemporânea que eles têm lá. Nossa, tem uma coisa mais incrível que a outra. Valapena passar dar uma passada pra conhecer.

Eles fazem isso:

Akwaaba is a fair trade label of music from Africa. We feature music by locally established yet globally isolated artists, regardless of musical style or genre.

At our core is an eclectic catalog of African music, ranging from acoustic and traditional sounds to contemporary fusions of urban and dance styles.The scope of music in Africa is staggering. Our catalog reflects and spreads this wealth, in a simple, straight-forward way.

Akwaaba offers a fair and simple deal: we share our net revenue 50-50 with licensees, and sign directly with the artist whenever possible. We do all the work to spread the music worldwide. We distribute, license, manage and represent the artists.

The internet allows us to directly share the music and the journey with increasingly curious and socially-aware fans. Our trips to Africa are meticulously documented on the site: how we found the music, the story behind an artist or a music scene, tidbits about local culture and trends. Videos, sound bites, photos and words to share this first-hand experience with you, enjoy!

E gravam coisas de artistas muito legais, pelo que eu to ouvindo. Tem os angolanos Fakuma e Sem Transporte.

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Música clássica

10/08/2009

Lá em Vigário Geral.

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Nóis no morro

07/08/2009

Os batuques que hipnotizam, a ginga despreocupada que esnoba os olhos dos outros, a música, a cor das pessoas, os cheiros de coisas boas e coisas estragadas, os sorrisos, a organização pelo caos, o peso do ar, e principalmente, esse jeito de abraçar, de beijar e de ficar a vontade com os outros. Tudo isso me levou para outro tempo, o tempo que eu vivi lá do outro lado do mar. Mas o lugar era desse lado de cá, era Vigário Geral. Mas é tudo parecido, é tudo irmão, ou primo, ou descendente ou sei lá o que.

Um lado se inspira no outro, mesmo que as pessoas nem saibam disso; as energias vão e voltam sem cessar; e quando elas fazem esse percurso natural de ir e vir, elas se transformam, têm outra feição, se reinterpretaram. E quando elas fazem isso elas ganham mais força a ainda para continuar indo e vindo e emocionando e contagiando as pessoas.

Os meninos que dançam e tocam e sincronizam seus movimentos e dão risada enquanto fazem essas coisas todas numa certa altura gritam kuduro. Kuduro é o futuro. Kuduro nasceu lá do outro lado, mas é primo do funk. E quando ele viaja dos Combatentes ou do Sambizanga para Vigário Geral ou Rocinha ou Parada de Lucas ele já não é mais kuduro, é outra coisa. E aqueles meninos sabem de tudo isso.

Esse Waly Salomão fica pintado quadra da entrada de Vigário Geral

Esse Waly Salomão fica pintado quadra da entrada de Vigário Geral

Matias Damásio

20/07/2009

Essa música do Matias Damásio estava a bater uns meses atrás la nangola. O amigo Xuxis mandou por email hoje. Eu acho ela ótima.

Onde é?

11/05/2009

Alguém pode me dar o endereço dessa dimensão que eu vim parar? Porque aí se eu tiver o endereço quem sabe eu consigo explicar para alguém como chegar aqui. Quem sabe eu consiga fazer alguém entender que nessa dimensão não existe tempo para fazer listas. Nessa dimensão que eu vim parar dá para observar os movimentos que as pessoas fazem durante os dias da semana, mas não dá para entender muito bem o que é um dia da semana e nem porque as pessoas estão fazendo todas aquelas coisas inúteis e apressadas.

Nessa dimensão que eu vim parar não existe pressa, nem espaço, nem vontade. E, como não há espaço, também não há palavras e, por isso, não dá para entender o que ninguém quer dizer. Mas tem uma música bem linda que não pára nunca de tocar e que me embala, me aconchega e não me deixa ter medo, nem angústia. Essa música perfumada, que deixa tudo meio monocromático e esfumaçado, acho que tem cheiro de dama da noite. E cheio de dama da noite é bom.

Ah, nessa dimensão que eu vim parar eu recebi uma visita nesse fim de semana. Fomos à praia, tiramos fotos das janelas e das plantas, vimos um cachorro moribundo que arfava seus últimos suspiros enquanto as ondas da maré cheia pela lua cheia chegavam até seus ossos imóveis, ouvimos os barulhos das águas e dos pássaros e sentimos como é bom o frio gelado que subitamente interrompe o calor da sauna.

Abaixem o som do mundo de novo

27/12/2008

A música não para nunca. Todos os dias tem festa e as festas têm música num volume que atrapalha muito todos os vizinhos num raio de uns dez quarteirões. E as músicas são sempre os mesmos sembas e kizombas e bizarrices diversas, como eu queria ser uma abelha pra pousar na sua flor, you got to show me love, ta na hora ta na hora, etc e tal. Eu queria abaixar o som do mundo novamente para descansar um pouco.

Ah, essas bizarrices diversas também existem no karaóke Danadão, um dos programas mais divertidos que existem por aqui. Ontem cantamos só pra contrariar, kid abelha, roberto carlos romântico e outras coisas desse nível. Acho incrível os angolanos cantando com sotaque de brasileiro.

Wanessa da Mata cover

30/11/2008

Eu agora vou ver se passo a escrever no blog Suçeço. Fui defenestrada na primeira temporada, pois depois de vários meses eu nunca havia postado nada. Agora eles quiseram abrir uma sucursal em Angola e fui reintegrada. Escrevi um post sobre um hit de suçeço aqui, a wanessa a mata com o ben harper cover em versão kizomba. Valapena escutar.

Som afro electro acústico2

19/11/2008

Pois segunda, como prometido, fomos assistir ao ensaio da banda Next na casa-estúdio do Fernando, o diretor da tal fundação e a pessoa que concebeu o som. Comida chinesa agridoce, bom vinho, modernas poltronas vermelhas, fios espalhados pelo piso claro de madeira, paredes todas de vidro que enlabiritam a vista e unem todos os ambientes — o escritório, o outro escritório, a sala, o telão, a estante branca cheia de livros de arte e arquitetura. Dois baixos, duas guitarras, um violão, duas percussões e uma voz cadenciada, económica e cheia de força se arrodearam e tocaram baixinho aquele som lindo sobre o qual já falei aqui, que bate no liquidificador artur nunes, semba, police, kizomba, bob marley, poetas do período colonial.

 Aí vão algumas fotos do lugar e um desenho que eu fiz entre um som e outro. Vou postar o vídeo com as músicas, mas tem que ser pelo you tube, fica pra próxima. A Mayra tb fez um post  da noite com o título que eu vou dar pra matéria que estou a fazer na próxima semana para o jornal. Vale ler.