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brainstorm.doc

24/08/2009

Akatu, confirmar os dados, pautar infografistas, revisar as ilustras, reencontrar o rafi, cumprir o cronograma. Fazer um cronograma. Ônibus lotado até o centro. Soso galeria de arte contemporânea africana. Chuva, claro. Pra divertir. Ou molhar. Ou nenhum dois dois, talvez para demorar.

Amigos, jantares, jantar, eu escolho o restaurante, os vinhos, faço pose de gente chique que entende de vinho, dou sete voltas na taça para liberar o aroma e todos dão risada. Risoto. Na chuva até tarde.

A maka do carro. Chaparia ta bala, mas motor tá a babar óleo. Kuduro é o futuro.

Proposta de trabalho, proposta de destrabalho, arrumar roomate, falar italiano, desalugar a garagem, esvaziar a cômoda, fazer faxina. Preguiça.

Semana mangolê, Jean Rouch, projetos megalomaníacos, projetos dos sonhos, projeto de vida, saudade. Vontade. Muita vontade. Ainda bem, pois é normal ter vontade, ainda mais agora, nessa etapa da vida, em que as opções que existem não nos servem mais. Mas tem gente que não tem vontade e fica sentado numa cadeira na frente do computador fazendo as mesmas coisas idiotas até todos os cabelos ficarem brancos ou o cérebro atrofiar de vez. Aí tudo o que resta é realizar o sonho da casa própria e esperar os dias passarem.

Brasil – Angola, tás a ver? Ou não tás a ver? Eu to a ver. E dá jogo. Jogo de futebol? Jogo de interesses? Dá jogo, simplesmente. Tenho certeza.

Documentários, novas mídias, velhas mídias, velhas pessoas a falar coisas novas, novas pessoas a falar coisas velhas. Jacaré iemanjá. Três pontes. Três documentários. Quantas pontes? Dois caminhos que atravessam um oceano, um num caminho curvilíneo e lento, que nem o movimento dos navios. Outros muito rápido e em linha reta, que é o tempo do agora, do ontem, do amanhã. Mas e a terceira ponte? Essa ficou perdida em algum lugar. Talvez tenha sido levada pela enchente do rio, pois esse fim de semana choveu bué.

Isso não é nada fácil

25/07/2009

Ser mulher é muito difícil. Tem esse negócio de tpm, de depilação, de querer ser mãe e dona de casa e ao mesmo tempo e ter que provar pra ela mesmo e pro mundo como ela pode ganhar o mundo, tem essa coisa da idade biológica, tem esse sonho de casar e ser feliz para sempre e bué de outras coisas difíceis. E tem também essa coisa que sempre acontece na hora que uma mulher ficar com raiva ou triste que, em vez de ela dizer o que ela gostaria de dizer, ela diz exatamente o oposto — e espera que o outro entenda a mensagem oposta, e não a que ela disse. Aí o outro não entende ou faz que não entende e ela fica frustrada — primeiro com o outro, que é um insensível, depois consigo mesma, porque mais uma vez ela se embaralhou toda.

Da série sonhos com manual

05/07/2009

Eu estava num prédio que era o lugar em que eu trabalhava, cheguei no elevador, trabalhava no sétimo andar, mas não sabia direito como chegar lá. Tive que pedir ajuda. Cheguei no sétimo andar, ali era a China e eu não tinha  a menor ideia de qual era a minha mesa de trabalho. Andei pelo corredor pensando que quando eu trabalhava na redação do JE, eu sabia onde era minha mesa. Cheguei para uma secretária e perguntei se ela por acaso lembrava onde eu sentava. Ela disse que não. Resolvi sentar num lugar qualquer e liguei o computador. Aí umas pessoas que trabalhavam lá falaram que eu tinha que reiniciar o computador e entrar com outro login. Quando fiz isso, a energia do andar caiu (alguém lembra de Luanda?) e eu resolvi sair com meu laptop para dar uma volta. Tentei falar pelo skype com um empreendedor social que eu havia entrevistado para dizer que eu queria que ele me contratasse para trabalhar com ele. Mas aí eu escrevia uma coisa e na tela aparecia outra, totalmente incompreensível, o que me deixava aflita. Enquanto isso percebi que tinha que entrevistar outros dois empresários para a Exame, mas tinha perdido a hora marcada. Resolvi voltar para o escritório, estava na marginal tietê e estacionei o carro na frente de um parque na China. Tinha umas velhinhas tentando descer as escadas desse parque e eu fui ajudá-las. Elas eram da família de uma das pessoas que trabalhavam comigo naquele lugar que eu não sei o que fazia e nem onde eu sentava. Aí perguntei se elas eram da família do Toniko, elas disseram que não. Perguntei se elas eram da família do Rubens, elas disseram que não. Elas eram da família de alguém que trabalhava comigo, mas eu não conhecia. Elas falavam muito sabiamente de um jeito chinês que eu entendia tudo, no final elas me deram uma tiara roxa com uma rosa rosa em cima e eu fiquei muito grata.